sexta-feira, 17 de outubro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A voz do Magrebe

Souad Massi nasce na Argélia sob condições tipicamente argelinas: más. Apaixona-se pela música tradicional Americana e pelo rock and roll. Aprende a tocar guitarra adolescente (O pai pensa que dali nada vai sair). Aos 17 junta-se a um grupo flamenco para se fartar pouco depois. Não satisfeita junta-se ao grupo Rock de intervenção política Atakor. Têm sucesso, lançam discos e vídeos para as ameaças de morte baterem ao telefone de Souad. Veste-se de rapaz. Não resulta. Parte para Paris. A páginas tantas lança o disco Deb.


Junte-se: uma voz fantástica, o fricativo arábico, flamenco, francês, inglês, pop, folk muito ritmo e muito sentir e tem-se, basicamente, Deb.

É por discos destes que vale a pena clamar Alah Akbar!











sexta-feira, 16 de maio de 2008

Para a Laurinha

Our Love is Heavenly, dos Heavenly



You said 'Oh, I don't care, do what you want'
Sometimes I don't think you mean this
Cos what I wants to be away from you
Be with another who i miss

Yes its true,
Got a new boy who loves me
I love him too
And our love is heavenly
Yes I do
Love him, anyone can see
So we're through
And now I am gonna leave you
Oh yeah, I have got to leave you
Sorry too

I just have to go, so say goodbye
Never even had to tell you why
I don't even want to make you cry

So don't cry honey, you'll ger over this
Though it may take at least a day
After that time, you will be feeling fine
And you'll be glad I've gone away

Yes its true,
Got a new boy who loves me
I love him too
And our love is heavenly
Yes I do
Love him, anyone can see
So we're through
And now I am gonna leave you
Oh yeah, I have got to leave you
Sorry too

I just have to go, so say goodbye
Never even had to tell you why
I don't even want to make you cry

Yes its true,
Got a new boy who loves me
I love him too
And our love is heavenly
Yes I do
Love him, anyone can see
So we're through
And now I am gonna leave you
Oh yeah, I have got to leave you
Sorry too

I just have to go, so say goodbye
Never even had to tell you why
I don't even want to make you cry

sábado, 10 de maio de 2008

A história de Job

terça-feira, 8 de abril de 2008

Uma paisagem distorcida

Imagina uma paisagem de montes, vales, rios, céu e tudo o mais que faz uma paisagem. Sobrevoas este quadro e reparas que, pontualmente, como o abrir e fechar de um diafragma, o teu campo de visão é chuva e distorção. Como se fosses o olho de uma câmera partida.

O disco dos Gridlock, entitulado Formless transmite esta imagem a quem o ouve. Um disco de música ambiental com rasgos industriais e mecânicos. Se não os tivesse, seria muito aborrecido. Sem sal. No entanto, é uma produção muito bem conseguida. Pena não ter nenhuma amostra para vos dar.


Faixas de destaque:
Return 2
Chrometaphor
Scratch
Automontage

segunda-feira, 24 de março de 2008

Rest in Peace




quarta-feira, 12 de março de 2008

If it kills me...

Felizmente para a cultura musical e para nós, melómanos ou simples apreciadores de música, existem certas indididualidades que se destacam pela sua capacidade de compôr e interpretar canções. Estas personalidades são usualmente designadas de songwriters.

A exploração deste género (não sei se é bem um género) é, quase sempre, profícua: um homem ou mulher que se dedicam à composição e interpretação da sua música de uma forma intimista e muito pessoal costumam apresentar resultados igualmente intimistas e pessoais. E sabe tão bem a sensação de partilha destas emoções com o autor. Como se se tratasse de uma conversa única e intrasmissível entre nós ouvintes e o autor.

São inúmeros os songwriters que, por si só mereceriam um artigo de opinião e exultação: Tom Waits, Bob Dylan, Brendan Perry, Leonard Cohen, Jammie Lee Curtis, Suzanne Vega, Patti Smith, Fausto (não esquecer este :) ), etc.


Uma característica comum aos songwriters é o poder da sua voz. É natural que, quando um autor deseja transmitir uma mensagem, recorra, principalmente, à sua voz. Logo, é comum sermos invadidos pela reverberação cristalina de uma voz que transmite uma mensagem. Quem sabe se maomé não transmitiu a mensagem a cantar? Soa bem :)

Pessoalmente, estou habituado a songwriters cujas vozes são graves e de longa amplitude. Pelo que, fiquei particularmente admirado e "perturbado" quando descobri a obra de John Darnielle. Um compositor e intérprete da Carolina do Norte. A característica deste autor que salta logo à vista é a sua voz. Aguda e por vezes esganiçada, a voz deste autor, acredito, não deverá causar grande admiração. A primeira vez que ouvi a voz deste autor não fui capaz de o aguentar muito tempo.

Bom, eu gosto de julgar que sou homem razoável e tolerante e, vai daí, voltei a dar uma oportunidade à banda deste autor, os The Mountain Goats. Desta vez, com a mente despida de preconceitos e atenta ao que o homem estava para ali a arengar (mas ninguém me tira a opinião de que o tipo é estranho). Confesso que o considero o melhor compositor que descobri nos últimos anos.

Para além da sua voz característica, este autor prima, especialmente, pela qualidade da sua composição lírica. As suas canções são constantemente boas. Evocativas de paisagens urbanas, experiências humanas, emotivas (Se és Emo faz-me um favor: não me chateies) e também de muita fantasia.

O disco que apresento aqui foi o disco que me introduziu aos The Mountain Goats e é, para mim, o melhor que já ouvi (Ainda não os ouvi todos) e intitula-se The Sunset Tree.

O disco trata da relação difícil do autor com o seu pai adoptivo. Desde o princípio, as músicas tocam este tema por vezes de forma directa e crua, outras de forma metafórica e indirecta. Lendo cada letra e cada canção, percebemos que este assunto está enquistado na alma do autor.

Vale a pena!

Destaques:

You or Your Memory
This Year
Dance Music
Up the Wolves
Lion's Teeth
Love Love Love

Vídeos:
This Year
Dance Music

Woke up New
No Children

Ouvi muito recentemente o último álbum desta banda: Heretic Pride. Também está muito bom! :D


segunda-feira, 10 de março de 2008

Revivalismo dos anos 20

Ciclicamente, no mundo da música, deparamo-nos com bandas cuja música é um tributo a sonoridades e movimentos pretéritos. Uma espécie de Eterno Retorno musical.

Por exemplo, actualmente vivemos uma fase de pseudo-revivalismo da música indie. Bandas como Interpol, Arcade Fire, Editors, tentam recriar o post punk, rock e C86 que tanto contribuiu para o panorama musical nas décadas de 80 e 90. Infelizmente, este revivalismo tem ficado aquém do que eu, pessoalmente, esperava. São mais os maus resultados do que os bons. Posso desde já adiantar que, destas bandas, considero que poucas têm feito trabalhos decentes a ritmo constante. O primeiro disco dos Interpol é particularmente agradável, mas o resto é treta; O mesmo para os Arcade Fire, Clap Your Hands and say Yeah (Segundo disco mesmo muito fraquinho), Franz Ferdinand, entre outros. Por outro lado, destaco o trabalho positivo dos Death Cab for Cutie, dos The Shins e dos The National: bandas que têm pintado a nossa cultura musical com bom som e a um ritmo constante. Dois Álbuns a ouvir: Plans dos Death Cab For Cutie e Alligator dos The National.

Na década de 90 experimentámos, também, um certo revivalismo musical. Desta feita, um revivalismo do swing e hot jazz dos anos 20 e 30, especialmente no Sul dos Estados Unidos. Não sei a que se deveu o fenómeno e do mesmo pouco se aproveitou. No entanto, como parece ser hábito, deste revivalismo surgiu uma banda muito particular chamada Squirrel Nut Zippers (SQN). Muito enérgicos e sempre com um sorriso inocente na sua música, os SNZ contagiam-nos com uma harmonia terapêutica.


Banjo, violino, trompete, ukalele, bateria, trompete, trombone, enfim, uma sarabanda, unem-se em harmonia no álbum Hot, de 1997, numa cadência quase sempre alegre ou melancólica e pontualmente lúgubre e triste.

A voz de Katherine Whalen é simplesmente divinal. Não estou a ver outra voz que estivesse tão dentro de um contexto musical. Vale a pena ouvir SNZ só para apreciar esta voz.




Faixas de destaque:

Put a lid on it
Prince Nez
Hell
Blue Angel
Bad Businessman


Filmes:
Put a Lid on it
Hell
The Ghost of Steven Foster


Infelizmente, a heroína acabou com esta banda...

sexta-feira, 7 de março de 2008

16 Lover's Lane

Sem qualquer sustentáculo lógico, estatístico, matemático - enfim, científico e analítico -, ouso afirmar que o tema mais batido da música contemporânea é o tema do Amor. Basicamente, creio que tal se deve a dois factores:

1. Como seres humanos, acreditamos que este sentimento nos confere um estatuto especial por entre os demais seres que habitam esta bola azul.

2. Dá dinheiro falar sobre 1.

O primeiro ponto é muito discutível e certamente que daria pano para mangas. No entanto, não estou a escrever estes artigos para encetar arengas aborrecidas e sujeitas ao exame do Relativismo . Tal é para ser feito numa esplanada lisboeta, acompanhado de uma jeca e, se possível, de pistachios :) .

O segundo ponto creio ser uma daquelas verdades elementares no que respeita à sociedade contemporânea. Se tal não fosse verdade não teriamos ao nosso dispor tantos discos que explorassem, umas vezes bem, outras vezes mal, este tema.

Todos os tipos de Amor são explorados, de certa forma, pela música: Amor fraternal, Amor paternal e maternal, Amor sexual, Amor Platónico, Amor Romântico, Amor Inocente, Amor Indecente, Amor Impossível, Amor Heterossexual, Amor Homossexual, Amor amigo, etc.

De entre estes tipos de Amor, aquele que mais ouvimos na música, é o Amor Romântico entre duas pessoas do sexo oposto. O típico Boy meets Girl. Existem inúmeros bons discos dedicados exclusivamente a este tipo de Amor. Mas - e depois deste palavreado todo - não é sobre isto que apresento o seguinte disco. Hehehehehehehe.


O disco deste artigo, 16 Lovers Lane (1988), da mítica e muito underrated banda australiana The Go Betweens, explora exactamente o que pode custar um Amor Romântico que não corre lá muito bem. Desespero, Rejeição, Saudade, Desejo, Esperança, estão contidos e mesclados neste disco em poderosas metáforas e declarações pujantes sem qualquer subterfúgio que nos possa distrair da verdade pura e nua.

Na minha opinião, a melhor lição que podemos aprender graças a este disco é: Sim, o Amor não corre sempre bem, mas olha, o tempo passa, a vida continua, outras oportunidades virão ao teu encontro.


Faixas de destaque:

Love goes on
You can't say no forever
(Uma das faixas mais bem escritas que eu conheço)
Clouds
Was there anything I could do?
I'm allright

Vídeos deste disco no youtube:

Streets of your town
Was there anything I could do
Clouds (versão acústica)
Quiet Heart (apenas audio)

Um grande disco de uma grande banda. Ainda vou falar mais deles e de um dos seus elementos chamado Grant McLennan.

Se gostares deste disco, vais ouvi-lo muitas vezes....

Arcade Fire - Eat this! :P

quinta-feira, 6 de março de 2008

It's Immaterial

Néscios os que julgam que a música pop se resume a artistas como Michael Jackson, Phil Collins, Madonna, e os demais artistas do género que encontramos na esfera da música pop.

Tal como em qualquer género musical, existe uma míriade de sub-espaços musicais e sub-géneros contidos naquilo que designamos pop. Creio ser razoável classificarmos de alternativo (não confundir com indie. Para mim, indie é um sub-espaço da música alternativa) tudo o que de certa forma não encontra acessível facilmente ao público em geral. Existem inúmeros factores que contribuem para esta clivagem entre música alternativa e música mainstream. Talvez, num futuro artigo discuta esta problemática. No entanto, sou da opinião de que esta distinção é bastante ténue no que toca à música pop. Durante muito tempo recusei ouvir ou apreciar este tipo de música por não ser capaz de fazer a distinção entre aquilo que considero bom pop e mau pop.

Para mim, para o pop ser bom este tem de assentar sobre um ingrediente essencial: a escrita. Por mais que uma música pop seja apelativa ao ouvido, não consigo achá-la minimamente interessante ou enriquecedora se não for bem escrita do ponto de vista lírico. Ou seja, sem uma boa letra, uma faixa pop não vale um chavelho.

Esta declaração pode parecer uma daquelas ya sherlock, mas não é assim tão linear. Por exemplo, existem alguns álbuns de Black Metal que aprecio muito e que liricamente deixam muito a desejar.

Simplesmente, existem diferentes formas de apreciar a música o que, invariavelmente, se aprofundarmos estas questões, nos remete ao ermo do Relativismo.

Portanto, posso apelar ao bom senso musical do leitor (lá vamos nós relativizar a noção de bom senso. Odeio-te Protágoras) e propor a exploração do trabalho de uma banda há muito extinta, mas que soube fazer boa música pop.

Nascidos no ano de 1980, entre o céu cinzento e a alvenaria urbana de Liverpool, surge a banda intitulada It's Immaterial. Um duo de rapazes que decide contar histórias simples sobre o ramerrão quotidiano por que todos nós passamos.

O primeiro disco, Life is hard and then you die, apresenta um conjunto de músicas de tons e texturas variadas, desde o electónico ao folk, passando pelo country e pelo new wave sempre com uma toada festiva mas também melancólica. A cadência musical do disco não é particularmente famosa e a sua produção deixa a desejar (O que, em produções indie, só adicionoa um certo cheirinho).
Deste disco destaco as faixas Driving away from home, the rope e Ed's funky dinner.


O segundo disco, Song, é, na minha opinião, uma obra prima pop. A estrutura do disco é perfeita e o seu âmbito lírico bastante rico e texturado. Ao contrário do disco que o antecedeu, Song é um registo mais calmo e downbeat. Sem entrar em grandes aventuras instrumentais, este disco prima pela sua simplicidade, sobriedade e, sobretudo, pela sua voz poética. Um disco, eu diria, para gente já com alguma maturidade.

Deste disco destaco as faixas An ordinary life, Heaven knows e Summerwinds.



Perfil dos It's Immaterial no lastfm.
Vídeos dos It's Immaterial no youtube.







quarta-feira, 5 de março de 2008

Indie Pita

Pá, eu não curto muito aquelas musiquinhas da pitinha que se apaixonou por aquele gajo muita bom e como o sol é lindo e as flores verdejantes. Não é bem a minha cena. Mas há uma excepção. :)
Em 1993, na Califórnia, quatro miudas , entre as quais Rose Melberg (de quem ainda vou falar), formam a banda Tiger Trap e lançam o primeiro disco, também ele intitulado de Tiger Trap. E que disco este! Enérgico, Positivo, Inocente e muito muito cute! É uma das gemas do movimento twee - movimento caracterizado pela energia e inocência da sua música.
Sem pretenciosismos, a maioria das faixas deste disco lidam com os problemas de uma miúda e do seu gajo ou paixoneta.

A mim toca-me pela sua energia e pela sua capacidade de deixar qualquer pessoa bem disposta.

Faixas a destacar:

Puzzle Pieces
You're Sleeping
Words and Smiles
Supreme Nothing
My Broken Heart


Previews e Biografia no lastfm


Infelizmente, a banda apenas lançou este disco, o que lhe confere ainda mais o estatuto de gema!