Néscios os que julgam que a música pop se resume a artistas como Michael Jackson, Phil Collins, Madonna, e os demais artistas do género que encontramos na esfera da música pop.Tal como em qualquer género musical, existe uma míriade de sub-espaços musicais e sub-géneros contidos naquilo que designamos pop. Creio ser razoável classificarmos de alternativo (não confundir com indie. Para mim, indie é um sub-espaço da música alternativa) tudo o que de certa forma não encontra acessível facilmente ao público em geral. Existem inúmeros factores que contribuem para esta clivagem entre música alternativa e música mainstream. Talvez, num futuro artigo discuta esta problemática. No entanto, sou da opinião de que esta distinção é bastante ténue no que toca à música pop. Durante muito tempo recusei ouvir ou apreciar este tipo de música por não ser capaz de fazer a distinção entre aquilo que considero bom pop e mau pop.
Para mim, para o pop ser bom este tem de assentar sobre um ingrediente essencial: a escrita. Por mais que uma música pop seja apelativa ao ouvido, não consigo achá-la minimamente interessante ou enriquecedora se não for bem escrita do ponto de vista lírico. Ou seja, sem uma boa letra, uma faixa pop não vale um chavelho.
Esta declaração pode parecer uma daquelas ya sherlock, mas não é assim tão linear. Por exemplo, existem alguns álbuns de Black Metal que aprecio muito e que liricamente deixam muito a desejar.
Simplesmente, existem diferentes formas de apreciar a música o que, invariavelmente, se aprofundarmos estas questões, nos remete ao ermo do Relativismo.
Portanto, posso apelar ao bom senso musical do leitor (lá vamos nós relativizar a noção de bom senso. Odeio-te Protágoras) e propor a exploração do trabalho de uma banda há muito extinta, mas que soube fazer boa música pop.
Para mim, para o pop ser bom este tem de assentar sobre um ingrediente essencial: a escrita. Por mais que uma música pop seja apelativa ao ouvido, não consigo achá-la minimamente interessante ou enriquecedora se não for bem escrita do ponto de vista lírico. Ou seja, sem uma boa letra, uma faixa pop não vale um chavelho.
Esta declaração pode parecer uma daquelas ya sherlock, mas não é assim tão linear. Por exemplo, existem alguns álbuns de Black Metal que aprecio muito e que liricamente deixam muito a desejar.
Simplesmente, existem diferentes formas de apreciar a música o que, invariavelmente, se aprofundarmos estas questões, nos remete ao ermo do Relativismo.
Portanto, posso apelar ao bom senso musical do leitor (lá vamos nós relativizar a noção de bom senso. Odeio-te Protágoras) e propor a exploração do trabalho de uma banda há muito extinta, mas que soube fazer boa música pop.
Nascidos no ano de 1980, entre o céu cinzento e a alvenaria urbana de Liverpool, surge a banda intitulada It's Immaterial. Um duo de rapazes que decide contar histórias simples sobre o ramerrão quotidiano por que todos nós passamos.O primeiro disco, Life is hard and then you die, apresenta um conjunto de músicas de tons e texturas variadas, desde o electónico ao folk, passando pelo country e pelo new wave sempre com uma toada festiva mas também melancólica. A cadência musical do disco não é particularmente famosa e a sua produção deixa a desejar (O que, em produções indie, só adicionoa um certo cheirinho).
Deste disco destaco as faixas Driving away from home, the rope e Ed's funky dinner.
Deste disco destaco as faixas Driving away from home, the rope e Ed's funky dinner.
O segundo disco, Song, é, na minha opinião, uma obra prima pop. A estrutura do disco é perfeita e o seu âmbito lírico bastante rico e texturado. Ao contrário do disco que o antecedeu, Song é um registo mais calmo e downbeat. Sem entrar em grandes aventuras instrumentais, este disco prima pela sua simplicidade, sobriedade e, sobretudo, pela sua voz poética. Um disco, eu diria, para gente já com alguma maturidade.Deste disco destaco as faixas An ordinary life, Heaven knows e Summerwinds.
Perfil dos It's Immaterial no lastfm.
Vídeos dos It's Immaterial no youtube.
1 comentário:
Boa surpresa e obrigado pela descoberta! Agradeço tb eu a tua presença lá no Bacalheiro :) e olha encontramos os bolos depois de termos ido ate ao bairro mais propriamente ao Catacumbas beber um copito e fazer tempo para que a pastelaria nos abrisse as portas... eheh a vida tem destas coisas! :)beijinhos
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